segunda-feira, 22 de abril de 2013

AS BARBÁRIES DA IGREJA CATÓLICA


A INQUISIÇÃO NÃO PERDOA, MATA.



A INQUISIÇÃO NÃO PERDOA, MATA.

“Estou em paz com os elementos da natureza. Não existe tempo bom ou ruim. Sou eu que escolho reagir ao que acontece ao meu redor. Hoje estou fazendo uma faxina mental, abrindo espaço para novos pensamentos positivos”. (Louise Hay).

Eu crio milagres em meu mundo, estou aberto às maravilhas do Universo. Como poderei usufruir de tanta beleza, se os ambiciosos, egoístas e trapaceiros surrupiam nossos ganhos suados, através de um amontoado de impostos criminosos, que são desvirtuados dos cofres públicos e vão se imantar nas contas bancárias dos corruptos brasileiros. Sou verdadeiro, procuro viver e me movimentar com alegria. Faço isso todos os dias, mas quando vislumbro uma multidão de esmoleres perambulando pelas ruas e avenidas da cidade, as lágrimas ensopam minhas vestes. A desigualdade social em nosso país é aviltante e sem escolho para impedir que ela cresça cada vez mais. Temos que tomar decisões judiciosas, bastante luminares para obtermos o fio da meada, para atenuar os nossos problemas no cotidiano. A violência cresce a passos largos transparecendo que a inquisição volta a reinar neste país varonil.

Falando em inquisição queríamos ressaltar, a figura de um grande homem que foi vitima da incompreensão de seus pares, referimo-nos a Giordano Bruno, condenado à fogueira pelo Tribunal da Inquisição. O filósofo e frade dominicano tornou-se o símbolo da defesa do conhecimento contra a intolerância (Falta de tolerância, qualidade de intolerante). Giordano Bruno nasceu em Nola na Itália, em 148 e faleceu em 1.600, em Roma, também na Itália. A cidadezinha de Nola fica bem próxima de Nápoles. Giordano Bruno era discípulo do filósofo Francesco Patrizi, membro da Academia Florentina, ingressou na Ordem dos Pregadores aos 17 anos de idade, e lá permanecendo por 10 anos, chegando a ser ordenado sacerdote e recebeu o grau de doutor em teologia em 1.575. Giordano Bruno concebia Deus como alma e princípio ativo do mundo.

Um castiçal de ouro refletia a cerimonial de aparente beleza. Vozes entoavam cantos na forma de mantra capaz de agradar e, ao mesmo tempo, repelir a própria divindade. Segundo Sérgio Peixoto Mendes, ele seguia pela ladeira o ritual carregando consigo a ortodoxia escolástica sob a luz de velas prestes a se apagarem. O calendário humano assinalava o ano de 1600, e a procissão seguia. O ritual bonito buscava agradar uma divindade transcendente, cobrindo a ignorância, o preconceito, o dogma e a intolerância. Os fieis eram os mesmos que outrora haviam escolhido o filho do carpinteiro para carregar suas cruzes. Em suas exaltações continuavam imponentes e pretensiosos. As recentes descobertas marítimas, Índia e América, quase nada significavam. Ressalte-se que a preocupação maior dos comandantes do cortejo não era com o novo e sim com a manutenção, a qualquer preço, da tradição. Por isso sacrificavam a individualidade criadora para conservar o poder, verdadeiros trabalhadores da inércia. O conflito era o mesmo da época do divino rabino: um passado que recusava a morrer. Acusado de heresia, Giordano Bruno abandonou a ordem indo se refugiar no norte da Itália.

Lá sua ocupação principal era o ensino. Constantemente perseguido, não suportando mais, viaja para a Suíça, onde se converteu ao calvinismo para abandoná-lo pouco tempo depois. Esteve também na França, Alemanha e Inglaterra, depois volta a Veneza pelos idos de 1592. Segundo as palavras de Giordano Bruno sobre as leituras, ele ficara fascinado por filósofos gregos, como: Parmênides, Heráclito, Lucrécio, Plotino e Demócrito, os mais antigos. Também apreciava os mais modernos, pelo “onisciente” Raimundus Lullus, o “magnânimo” Nicolau Copérnico e o “divino” Nicolau Cusano, ou Nicolau de Cusa. O progresso impõe as suas regras e as velhas desabam.

Por esse motivo os escolásticos ficaram preocupados. Ressalte-se que: “A Escolástica tem tanto um significado mais limitado, ao se referir às disciplinas ministradas nas escolas medievais – o trivio: gramática, retórica e dialética; e o quadrívio: aritmética, geometria, astronomia e música -, quanto uma conotação mais ampla, ao se reportar à linha filosófica adotada pela Igreja na Idade Média. Esta modalidade de pensamento era essencialmente cristã e procurava respostas que justificassem a fé na doutrina ensinada pelo clero, guardião das verdades espirituais”. Esta escola filosófica vigora do princípio do século IX até o final do século XVI, que representou o declínio da era medieval.

A Escolástica é o resultado de estudos mais profundos da arte dialética, a radicalização desta prática. No começo seus ensinamentos eram disseminados nas catedrais e monastérios, posteriormente eles se estenderam às Universidades. Várias transformações estavam ocorrendo, visto que com o passar do tempo às mudanças são fundamentais, o problema é que sempre existem conservadores tentando impedir as mudanças com receios da perda do poder. Diante das descobertas de Copérnico (1473-1543) a visão do mundo seria outra, onde o heliocentrismo opõe-se ao teocentrismo. Em Londres Nicolau Copérnico dedicou-se a ensinar na Universidade de Oxford onde ministrava aula sobre cosmologia (Estudo dos Cosmos). Esteve na França e em 1585 foi ridicularizado após um debate público no Colégio de Cambrai, tendo sido expulso do país. Demonstrou, mesmo utilizando um método errado, que o Sol era maior que a Terra, em diversos países em que esteve. Giordano Bruno defende a infinitude do universo, como um conjunto dinâmico que se transforma continuamente, do inferior ao superior, e vice-versa, num movimento constante, por ser tudo uma só e mesma coisa, como manifestação da vida infinita e inesgotável. Como o universo, também Deus é infinito, sendo-lhe imanente e transcendente ao mesmo tempo, sem nenhuma contradição, pois os opostos acabam por coincidir no infinito.·.

Segundo preceitua o site: Infoescola: “Para Bruno, o universo é uma coisa viva, todo ele regido por uma mesma lei, sendo Deus a mônada das mônadas (espécies de átomos orgânicos e viventes), que compõem o organismo do mundo. Deus está presente por toda parte, como poder infinito, sabedoria e amor, cabendo aos homens adorar toda essa infinitude com entusiasmo, numa unidade das crenças religiosas, além de qualquer dogma positivo”. Como os conservadores de antanho afirmavam que a Terra era o centro do Universo, não queriam que suas percepções fossem contrarias. Copérnico sofreu muito com isso, pois afirmara que a Terra girava em torno do sol e não como pensavam os conservadores. Para Bruno, o universo é uma coisa viva, todo ele regido por uma mesma lei, sendo Deus a mônada das mônadas (espécies de átomos orgânicos e viventes), que compõem o organismo do mundo.

Deus está presente por toda parte, como poder infinito, sabedoria e amor, cabendo aos homens adorar toda essa infinitude com entusiasmo, numa unidade das crenças religiosas, além de qualquer dogma positivo. A metafísica de Bruno pode ser denominada de monista, pampsiquista e para-materialista, sendo que ele concebe Deus como alma e princípio ativo do mundo - e a matéria como princípio passivo. Deus e matéria nada mais são, portanto, do que dois aspectos da mesma substância. Depois de um longo período de esquecimento, por cerca de dois séculos, Giordano Bruno foi redescoberto nos fins do século 18 e começo do século 19, através do pensamento dos românticos alemães, não sendo pequena a dose de sua filosofia nas idéias de Goethe. Já em Veneza, denunciado pelo nobre Giovanni Moncenigo, é novamente acusado de heresia e preso pelo Santo Ofício. Reconhece os seus erros e parece livrar-se da fogueira. Mas, a pedido do papa, as autoridades venezianas, depois de alguma hesitação, o entregam ao tribunal da Inquisição de Roma. Fica encarcerado durante sete anos, negando-se a abjurar suas doutrinas, das quais não se retrata. Foi queimado em 1600. Muitos estudiosos estiveram incluídos nesse rol que mostra o crescimento dos estudos da ciência e sua evolução, através dos tempos. Por isso, escolhemos o tema, a Inquisição não perdoa, mata, visto que aqueles que discordavam dos retrógrados da igreja Católica, Apostólica Romana, o destino era a cruel fogueira da inquisição.

Os peripatéticos – as indisposições de Giordano Bruno para com a filosofia de Aristóteles parecem uma vingança de Heráclito, que na opinião de Aristóteles não passava de um poeta não comprometido com a verdade, obscuro e sonhador; que passa a impressão de possuir certo grau de loucura. O termo paripatético usado contra Aristóteles tinha como pressuposto de que o filósofo tinha o hábito de ensinar caminhando. Gostava de andar compassadamente em volta do perípatos de seu Liceu, hábito que deixou para os futuros pensadores e inspirou o que viria a se chamar Escola Peripatética de Filosofia. Seguindo a mesma linha de raciocínio, Jesus pode também ser considerado peripatético.
“Os escolásticos tentam harmonizar ideais platônicos com fatores de natureza espiritual, à luz do cristianismo vigente no Ocidente”. Mesmo depois, quando Aristóteles, discípulo de Platão, é contemplado no pensamento cristão através de Tomás de Aquino, o neoplatonismo adotado pela Igreja é preservado. Assim, a escolástica será permanentemente atravessada por dois universos distintos – a fé herdada da mentalidade platônica e a razão aristotélica. Agostinho, mais tradicional, clama por um predomínio da fé, em detrimento da razão, ao passo que Tomás de Aquino acredita na independência da esfera racional no momento de buscar as respostas mais apropriadas, embora não rejeite a prioridade da fé com relação à razão. Dizem que o filósofo é esse agente destruidor das correntes que estão colocadas nas portas dos miseráveis. Seria essa a missão de um filósofo como foi citado durante as análises dessa matéria que ora repassamos para os leitores. Pense nisso!

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI- DA ACE- DA UBT- DA AVSPE- DA ALOMERCE E DA AOUVIRCE

 








O ESPÍRITO DA VERDADE


O ESPÍRITO DA VERDADE



O Espírito da Verdade

 “Quando estiveres sob o eclipse total da esperança, não te deixes vencer pela sombra. Segue adiante, fazendo o bem que possas. É possível que pedras e espinhos te firam na estrada, quando estejas tateando na escuridão. Conserva, porém, a serenidade e a coragem, porque os agentes contrários à tua marcha são elementos que analisam as conquistas de humildade e paciência. Sofre, mas serve e segue. Se te falharam todos os recursos de proteção do mundo, não te esqueças de que tens contigo a escora infalível de Deus”. (Emmanuel).

Verdade qualidade pela qual as coisas se apresentam como realmente são. Conformidade com a realidade. Veracidade, autenticidade e exatidão. Representação fiel. Sinceridade, boa fé. Coisa verdadeira. Princípio certo e antônimo de mentira. São significados, da palavra Verdade, que a língua mãe coloca a nossa disposição, para “sinonizarmos” tão bonita expressão, que muitas pessoas não a conhecem ou deixam de praticar. Porém a Verdade a que nos referimos nesta matéria é outra; ela vem acompanhada de uma palavra muito mencionada nos dias atuais: O Espírito de Verdade. Você na sua sapiência, já procurou saber o que seria o Espírito da Verdade? Não. 

Pois é bom sabermos; nós, vocês e outrens. Na literatura espírita e nas revistas, bem como, nas palestras dos Centros Espíritas, muito tem se dito, a respeito do Espírito da Verdade, às vezes envolto, deixando transparecer uma nuvem encantada de curiosidade, em outras ocasiões mergulhadas em misticismos e continuando, pairando nas profundezas do inefável (que não pode exprimir por palavras, indizível, encantador e inebriante). Será que nós seres imperfeitos temos tendências para culturas religiosas antigas, ultrapassadas, com a variação e inclinação para classificar o abstrato, decodificá-lo e transformá-lo em coisa tangível e concreta. Para muitos o Espírito de Verdade toma a forma de Jesus Cristo, do Espírito Santo, de uma plêiade de Espíritos, causando para nossas mentes já cansadas pelo tempo, preocupações, estresses, sofrimentos, um assunto bastante polemizado.

Certos exegetas afirmam que a verdade não tem rótulo, nem dono, a quem prestar obediência, mas pode ser luminosa, brilhante, clara e eterna. O nosso Allan Kardec em 09 de abril de 1856, pergunta: “(Á verdade)- Criticaste o trabalho que fiz outro dia, e tiveste razão”. Tornei a lê-lo e reconheci na trigésima linha um erro quanto ao qual protestaste com as pancadas que me fizeste ouvir... “Não consigo imaginar Jesus, por três horas seguidas dando pancadas na parede do escritório de Kardec, para lhe avisar que, na trigésima linha de seu trabalho, havia cometido um erro”. Se Jesus quisesse participar com representatividade da Codificação, o faria todas as mensagens e durante todo o tempo, de maneira clara e insofismável e com inigualável saberes todas elas, como sempre fez e como lhe seria permitido como Espírito Puro que é. Não haveria nenhuma razão para esconder-se atrás de qualquer adjetivação. 

Quando esteve entre nós há 2000 anos, não deixou qualquer mensagem escrita, confiando a seus apóstolos, na certeza de que seus ensinamentos seriam condignamente transmitidos a gerações futuras. Em Obras Póstumas (Meu Guia Espiritual, pagina 273; 25 de março de 1856) descreve toda esta polêmica. Confiou aos seus discípulos e se assim não procedesse a sua obra teria sido em vão e se perderia no tempo. Citamos aqui algumas passagens para quem quiser se aprofundar mais no assunto: “A Gênese” página 385, número 35, página 386, número 37, página 387 números 38 e 39. 

As palavras, “Jesus claramente indica que esse Consolador não seria ele”, são de Allan Kardec, são do codificador da Doutrina Espírita. Continuando, página 387; número 40, em Prolegômeros página 50, vale ressaltar que mais de cinquenta espíritos com mais de cem mensagens, entre eles o de são Luis colabora com dezesseis, Santo Agostinho com onze; o Espírito Protetor com oito; o Espírito da Verdade com oito mensagens, usando as denominações: Espírito da Verdade, Espírito-Verdade; Espírito Verdade e na grande maioria espírito de Verdade.

Sobre a polêmica mensagem publicada no Livro dos médiuns; Cap XXXI página 450(1861), diz o nosso codificador: “Esta comunicação foi assinada com um nome que o respeito nos não permite reproduzir, senão sob todas as reservas, esse nome é o de Jesus de Nazaré, como já disse anteriormente, quanto mais elevados são os espíritos na hierarquia, com tanto mais desconfianças devem ser seus nomes serem acolhidos nos ditados. Kardec afirma: o que reconhecemos nessa comunicação é a superioridade incontestável da linguagem. Já te disse que, para ti, sou a verdade; isto, para ti, quer dizer discrição; nada mais saberás a respeito. Quem for mais sagaz, e estudioso, vai perceber perfeitamente nítida impressão de Kardec e do Espírito Superior em não revelar a identidade”.

Ficamos até impressionados quando certos irmãos de doutrina afirmam peremptoriamente que esta mensagem é de Jesus, se Jesus nada deixou escrito como iríamos saber quando da identificação das mensagens se a letra que estava ali afirmando ser de Jesus de Nazaré, se nós não conhecemos totalmente sua vida, imaginem sua letra ou caligrafia. Em que língua estava à mensagem, e outros fatores para se afirmar com certeza que realmente era o Nazareno. O que pode ser tirado como lição é que a Terceira Revelação não foi colocar em pedestal mais alto o revelador, ou evidencia como queiram, mas a Revelação, que é de origem divina; O importante não foi revelar o Espírito e sim a Verdade, o Espírito da Verdade e o que acho mais importante é que a Verdade está em toda sua Codificação e em todas suas obras.

Não podemos jamais ser o dono da verdade, somos filhos do Pai e a Verdade só a ele pertence, aliás, o filho não pode sobrepujar o Pai, se a verdade pertence ao Pai, só ele poderia designar ou repassar o que ele é. Na própria Bíblia vemos narrações tipo: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém poderá ir ao Pai senão por mim”. Se a Bíblia passou de pai para filho e não é considerada a palavra de Deus, dizem que Moisés destruiu a Bíblia de Deus, no Monte Sinai, como iremos afirmar com plena certeza que uma mensagem passada a Kardec seria a de Jesus Cristo. É bom salientar que certos espíritos gostam de pregar peças e “esta não teria sido uma delas”. Muitos desencarnados já se apresentaram em reuniões mediúnicas usando o pseudônimo do grande Bezerra de Menezes, a fascinação poderia ter tomado conta de nosso Codificador, já que, ele além de ser o codificador não era Espírito Puro e sim imperfeito como nós.


ANTONIO PAIVA RODRIGUES- MEMBRO DA ACI- DA ACE- DA ALOMERCE- DA UBT- DA AVSPE- DA APUVIRCE E DA UBT

JESUS E JOSÉ (PAI E FILHO)


JESUS E JOSÉ



JESUS E JOSÉ

“O Senhor é o meu pastor, nada me faltará. Em verdes prados me faz repousar; e para águas tranquilas me conduz. Renova as minhas forças e por caminhos certos me leva como ele mesmo prometeu”.

Muitos historiadores, religiosos, cientistas, pesquisadores, já procuraram estudar afinco a vida destas duas personagens bíblicas. Inclusive nós. Na Bíblia e vários livros que procuram desmistificar e descobrir algo mais, do que consta no livro sagrado, Jesus, como já foi dito por alguns estudiosos, herdou o porte de José e a beleza de Maria. Quando ele se quedava pensativo, numa atitude grave ou para tomar qualquer decisão importante, ainda mais se acentuava, no seu perfil heráldico, o aspecto grave de seu pai. José era um homem serviçal, reservado e conhecido pela sua retidão, firmeza de caráter e ação moral, além de excessivamente cauteloso nas coisas mais simples.

Muito atencioso para com a família, embora severo, jamais aceitava qualquer compromisso profissional, caso ainda tivesse alguma dúvida em poder cumpri-lo. Enérgico, sóbrio, religioso, mas sem excitamento fanático ou exagero místico, manifestava profundo respeito para os preceitos e regras sagradas do Torá. Era também um terapeuta esterno da coletividade dos Essênios, pois atendia os necessitados através de um curandeirismo à base de passes fluídicos e irradiações magnéticas, cujo trabalho desprovido de qualquer interesse mercenário foi objeto da atenção de Jesus.

Não confundir curandeirismo com macumba (nenhuma discriminação com a Macumba), pelo amor de Deus! Essas virtudes impeliam-no fortemente para as realizações práticas e influíram bastante na educação de Jesus, evitando-lhe os impulsos prematuros de libertação espiritual, antes de atingir o momento psicológico de sua tarefa messiânica. José ajudou-o a desenvolver suas forças espirituais para saber imunizar-se contra as manchas do mundo material. Nas respostas que deu aos fariseus, a mulher adúltera e no caso das moedas de César, o Mestre devia algo de sua acuidade à prudência de seu pai José. Jesus reconheceu que os ensinamentos de seu pai foram de bastante para sua evolução espiritual. José não opôs qualquer obstáculo a seu filho, ele reconheceu que Jesus era de estirpe superior e jamais poderia desviá-lo do rumo heroico e redentor.

Certa vez, José notou Jesus muito aflito e indagou: O que está acontecendo meu filho? Ele demorou a responder. Exclamou, sem qualquer mágoa ou queixume: Tu não podes compreender a minha aflição, porque eu vivo a vontade de meu Pai que está nos céus e só Ele sabe o motivo de minhas preocupações! Num gesto de ansiedade acrescentou: Mas ainda não descobri para onde o Pai me guia os passos! E num sorriso algo triste, mas resignado, aduziu: Sofro muito pela espera! Vivo resignado a clarear o caminho dessa pobre humanidade. Jesus dominado por uma força estranha disse: que importância é viver, se, para contentar os desejos insaciáveis do meu corpo, preciso esmagar os anseios da minha alma? Que sentido tem a vida, quando consumida entre os prazeres medíocres e transitórios da carne na implacável caminhada para o túmulo? José estremeceu e ficou confuso: E disse que era a razão da vida humana e deve ser próprio da vontade de Jeová que ela assim seja!

Jesus apesar da gravidade espiritual de sua fisionomia, ele não escondeu um sorriso meigo. Pai os animais não vivem também à vontade de Jeová? Mas nós raciocinamos, não é assim? Os bichos atendem as suas necessidades físicas! Jesus disse a José tu pensas o que penso. José ficou abismado com a evolução espiritual de seu filho. Quem der sua vida por Jeová, ganhá-la-á para toda eternidade! Jesus sonhava com a paisagem da Galiléia beijada pelo sol da tarde, pelos verdejantes ciprestes e pelo céu tarjado de luz crepuscular, fazendo brotar de sua alma ternura, amor e paz ao espírito.

Pai! Que a vossa vontade se cumpra em mim até a última gota de sangue!O arcanjo Gabriel, seu guia, para dizer-lhe que estava próximo dos passes messiânicos. Vale salientar este aspecto: quando o menino Jesus atingiu os dez anos, Maria já era responsável por uma prole numerosa, pois além dos filhos sobreviventes do primeiro casamento de José com Débora, já haviam nascido Efrain, José, Elisabete e Andréia, enquanto Ana e Tiago são posteriores. Quando José faleceu vítima de um insulto cardíaco, Jesus chegava aos vinte e três anos. Assim seja. Aprendi e continuo aprendendo com o mestre Ramatis, que viveu sua última encarnação em 986 depois de Cristo. Essa é a nossa homenagem ao Padroeiro do estado do Ceará

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI- DA ACE- DA ALOMERCE- DA AVSPE- DA UBT- DA AOUVIRCE

O APÓSTOLO PAULO DIZ QUE TODO SER HUMANO É DOTADO DE UM CORPO ESPIRITUAL